
Desde os tempos mais primórdios, o homem sempre olha para o céu em busca de respostas. Ter dúvida faz parte da característica humana. Afinal, se não fosse alguns questionamentos, não haveria respostas para um monte de coisas, como cura de doenças ou descobertas tecnológicas, por exemplo.
Mas o homem gosta de olhar para o céu, principalmente para filosofar e saber qual é a previsão do tempo. E, quando o assunto é pensar, ele sabe que as nuvens nunca foram o seu limite. Temos sede de saber, de questionar e de aprender. Basta várias de nuvens se juntarem no céu para o dia ficar nublado que logo queremos entender o porquê disso acontecer.
Para nós da cidade, a chuva geralmente está ligada a tragédia. Aglomerados, vilas, favelas – e por que não dizer o pessoal da periferia, são os que mais sofrem com a urbanização crescente e o desrespeito à natureza. Além disso, algumas avenidas ficam alagadas e o trânsito vira um inferno. Já para quem vive no interior, saber a época da chuva é importante para colheita e o plantio da roça. Este fenômeno natural está ligado à renovação – é uma vida nova que se inicia com o crescimento da plantação.
Desse modo, cada pessoa traz para si uma interpretação diferente sobre as coisas que vem do céu. Um dia de
sol para fulano significa um dia inteiro no clube, rodeado de amigos, gente bonita e muito lazer. Já para cicrano, o mesmo dia de sol é mais um dia de trabalho, de calor infernal dentro do ônibus lotado e de ligar o ar condicionado do escritório.
O céu nos permite refletir sobre as coisas que queremos ou pretendemos fazer. Olhar para o céu pode ser um exercício de imaginação, de criação, de observação e de se permitir voar nos próprios sonhos. Quem nunca se pegou olhando para o céu antes de começar um papo com alguém que não conhecemos? É o clichê da vida real. “Puxa vida, está tudo nublado hoje. Será que vai chover de novo?”, diz a moça na conversa banal do dia-dia. “Creio que sim. Ainda bem que trouxe o meu guarda-chuva”, responde o rapaz.
Foi graças aos céus, que um pode conhecer o outro. Ela não tinha como se proteger da chuva. E ele, por gentileza, logo se prontificou a dar uma “carona”. E foi assim, naquele bate-papo sobre o céu, que os dois se conheceram e, desde então, começaram a escrever a mesma história.
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Perfil do autor: Wander Veroni, 24 anos, é jornalista pós-graduado em Rádio e TV. Ambas formações pelo Uni-BH. Produz mensalmente o Jornal Institucional do Shopping Oiapoque e atua como repórter da Revista Vox Objetiva. É também editor e idealizador do Café com Notícias (http://cafecomnoticias.blogspot.com), um blog em formato de revista eletrônica que possui 2 ANOS no ar.
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